Consolidação de provedores regionais

Tudo o que você precisa saber sobre consolidação de provedores regionais

A consolidação do mercado de provedores têm contado com players financeiros cada vez mais exigentes, assim como com um volume crescente de conversas para fusão entre ISPs de variados portes. De acordo com a consultoria Advisia, de 20 a 25 provedores já despontam como candidatos a “consolidadores” do mercado. Assunto muito presente no encontro nacional da Abrint 2019.

Não é questão de tamanho, mas de perfil. Os consolidadores são empresas expansionistas e/ou aquisicionistas. São muito atrativas para os fundos, e algumas já têm eles no capital social ou com 100% do capital detido. Está tendo muita atividade real de M&A e praticamente todos os 20 ou 25 consolidadores estão sendo abordados com muita intensidade por agentes financeiros, desde advisors até fundos”, analisou o partner da Advisia Investimentos, Rodrigo Leite.

“Já os regionais, locais e pequenos têm o tempo todo prospectado e pensado em aglutinações. Os locais principalmente”. Sendo assim, podemos caracterizar os ISPs em quatro grupos distintos, presentes na tabela abaixo. Todos juntos, somariam cerca de 13,4 milhões de acessos de banda larga fixa, sendo 6,6 milhões deles ainda subnotificados à Anatel. Os provedores regionais detém 35% do mercado brasileiro de Internet e ainda tem muito espaço. 

Como é a consolidação de provedores regionais atual?

Apesar do prognóstico, o cenário de consolidação atual é bem diferente do visto há alguns anos, argumentou o CEO da Triple Play, Gilbert Minionis. Administrada pelo Grupo Acon Investments, a empresa reúne 6 ISPs adquiridos desde 2016. Com a credencial de operador e representante de fundo, Minionis afirmou que “de três anos para cá, tudo virou” no horizonte das fusões e aquisições. “Tivemos bastante organização, com cada provedor pensando se monetiza o esforço de tantos anos de trabalho. Hoje há mais oferta para investidores do que há quatro anos, quando eles queriam comprar e não havia opção. O que os torna mais exigentes”, argumentou.

“O maior consolidador do mercado de provedores é o próprio provedor, que está fazendo ou pensando em fazer negócio dentro do setor”. Tanto fundos grandes quanto familiares “sentaram com várias operações, fizeram muitas diligências prévias, mas poucas operações aconteceram”. A situação teria “sacudido e acordado” diversas empresas do segmento. Elas começaram a botar a casa em ordem, buscando também a união com concorrentes.

Uma aglutinação recente no setor foi liderada pelo fundo Vinci, que reuniu oito provedores mineiros sob a marca Vero – em processo que contou com auxílio da Advisia. Rodrigo Leite, contudo, observa que muitos passos operacionais e tributários precisam ser dados por interessados em fusões antes da decisão. “Muita gente está falando em juntar três, cinco, oito empresas, mas não é tão fácil assim”, alertou.

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